terça-feira, 2 de junho de 2009

A TROCA


Domingo aluguei o filme 'A troca'.
Eis aqui a sinopse do filme: "Uma mãe desesperada reza para que a polícia consiga encontrar seu filho que fora sequestrado. As preces são atendidas, e a criança volta para casa. Mas não demora muito e a mãe começa a desconfiar que aquele menino não é o seu filho".
Não vou colocar aqui mais detalhes do filme, pois vai perder a graça. Mas o filme é baseado em fatos reais. É uma história comovente. Um filme que vale a pena assistir.
Ok, vou falar só um pouquinho do filme. Um pastor presbiteriano resolve ajudar essa mãe, que está sendo enganada pela polícia. Ele luta contra a injustiça. Através do incentivo desse pastor, da luta dele contra a injustiça, se descobre o que de fato aconteceu com o filho dessa mãe desesperada. Pronto. Mais eu não vou falar. Assistam o filme para saber o que acontece!
Eu sou bem chorona. Chorei ao ver o filme. E comecei a pensar sobre a atitude do pastor. Que teve coragem de lutar contra as injustiças. Fiquei pensando em mim. O que eu tenho feito?
Há tantas injustiças por aí. O que tenho feito? Finjo que não estou vendo. Calo a minha boca.
E há pessoas que continuam sofrendo.
Quero fazer alguma coisa. Quero aprender a gritar. A soltar a voz. A ir contra tudo o que está errado, tudo o que é injusto.
Sábado à noite, saí com as garotas da minha república. Na volta, ficamos mais de 20 minutos esperando o ônibus. Brinquei que como está na moda fazer protestos, eu iria fazer um protesto para que tenha mais ônibus circulando. Essa brincadeira saiu em tom de zombaria com quem faz protestos. Mas, pensando bem, talvez seja essa a solução. Não fazer protestos só para que tenha mais ônibus, mas sair pelas ruas, soltando a voz na cidade, para que as autoridades passem a olhar por nós. Para que a desigualdade acabe. Para que a impunidade acabe. E tantas outras coisas.
Eu quero fazer história. Deixar minha marca. Não sei ainda como. Me sinto impotente, sem saber o que fazer, por onde começar. Mas não aguento mais ficar apenas assistindo tudo o que acontece. Apenas assistir na TV tantas tragédias. Ver que muitas pessoas morrem de forma boba. Ver que deputados estão pegando o nosso dinheiro. Ver que eles ganham um salário muito alto, enquanto me ralo pra ganhar um salário baixo.
Não aguento mais apenas assistir pessoas morrendo de fome, de frio, enquanto que tem pessoas que gastam R$ 700,00 num único jantar.
Basta!
Que Deus nos encoraje a sair pelas ruas. A abrir a boca. A lutar contra as injustiças, assim como o pastor presbiteriano do filme. Que possamos fazer justiça, e deixar a nossa marca na história desse país!

FRIO



Está um bocado frio em Curitiba. Geou nessa madrugada. Não muito, mas geou.
Ontem, quando fui me deitar, custei a pegar no sono, pois não conseguia me aquecer. Dormi com dois edredons, e dois cobertores. Exagero? Pode ser, mas mesmo com tudo isso, eu estava passando frio.
Hoje pela manhã vindo ao trabalho, quase congelei. Minhas orelhas gelaram. Está ventando. Um vento gelado, daqueles que dá a sensação de que está nos cortando.
Meus dedos estão congelados, duros. Não dá vontade de digitar. Aliás, estou demorando um tempão pra digitar esse pedacinho de texto.
Estou com vontade de hibernar. É, acho que vou fazer isso. Vou dormir. Ficar embaixo das minhas quatro cobertas. Por favor, me acordem quando voltar o calor, ok?
Nem que eu precise dormir por meses. Mas não dá vontade de sair de casa. Não mesmo.
Na verdade acho que deveria ser decretado 'feriado' nesses dias tão frios. Pronto, vou me candidatar nas próximas eleições. Vou ser prefeita da cidade. Vou decretar que em dias assim tão frios, ninguém deve sair de casa. Ninguém trabalhará, ninguém estudará. Todos deverão ficar em casa com a família, assistindo filme, tomando chocolate quente... E aí, alguém vai votar em mim?
Ou então vou fugir de Curitiba. 'E se quiser saber pra onde eu vou, aonde tenha sol, é pra lá que eu vou'.
Ontem quando estava tentando me aquecer, não pude deixar de pensar nos moradores de rua. Em Curitiba há muitos moradores de ruas. Não só aqui. Em todo lugar. Sei que geralmente algumas pessoas acabam morrendo de frio (literalmente).
Ontem fiquei pensando no quanto essas pessoas passam frio. Se eu que estava dentro de casa, com quatro cobertas, demorei a me aquecer, imagina o frio que essas pessoas passam. Ontem desejei que essas pessoas conseguissem se aquecer, de alguma forma. Orei para que de alguma forma, Deus os aquecesse, e que não passassem tanto frio.
Há algumas semanas, tirei sacolas de roupas do meu guarda-roupa e doei.
Doe você também as roupas que não estás usando! Doe aquela roupa que está no seu guarda-roupa há mais de um ano sem que você a use. Aquela roupa que toda vez que você arruma seu guarda-roupa você olha pra ela e pensa: ainda posso usar. Mas aí você arruma o guarda-roupa novamente e vê que ainda não usou. Há pessoas que precisam dessa roupa, e vão usar muito mais que você!
Aqueça alguém! Traga calor para quem tanto sofre com o frio!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA

Na minha casa há uma porção de revistas PLANETA. Esses dias estava lendo a revista de outubro de 2007, e um texto me chamou à atenção.
O título do artigo é: 'Suicídio cresce no Brasil'. Abaixo, transcrevo partes do artigo:

"Aumenta o número de brasileiros, sobretudo jovens, que tiram a própria vida. No Brasil, nos últimos anos, as mortes por suicídio de pessoas entre 15 e 24 anos cresceram 1.900%
Temos um problema sério pela frente: no Brasil, em 20 anos, o número de mortes por suicídio cresceu 1.900% na faixa etária de 15 a 24 anos. Com tal incidência, representa a terceira principal causa de morte de pessoas em plena vida produtiva. As consequências atingem também a família. Pesquisas mostram que cada morte afeta - profundamente e por tempo prolongado - pelo menos cinco pessoas.
As estatísticas revelam a extensão de um problema que merece a nossa reflexão. Nos últimos 40 anos, as taxas de mortalidade mundial por suicídio subiram cerca de 60%. Nada menos do que um milhão de pessoas morrem por ano por essa causa - uma morte a cada 40 segundos, praticamente todas elas em consequência de depressão ou de algum transtorno mental.
Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) sinalizam que haverá mais de 1,5 milhão de vidas perdidas por esse motivo em 2020, representando 2,4% de todas as mortes. A OMS também registrou que permanece a tendência de crescimento das mortes entre os jovens, especialmente nos países em desenvolvimento.
Diante da gravidade do assunto, o tema há alguns anos passou a integrar as políticas de saúde pública em diversas partes do mundo. Com a criação de programas de prevenção, países como os Estados Unidos já estão conseguindo reduzir o número de casos. 'Isso mostra que a melhor conduta é criar redes de proteção para dar o suporte necessário às pessoas em risco e suas famílias', opina Humberto Corrêa, psiquiatra e chefe do Departamento de Saúde Mental da Universidade Federal de Minas Gerais.
Reduzir as taxas de suicídio é um desafio coletivo. A sociedade precisa romper com os tabus e se engajar nessa batalha. Apesar de não serem raras as famílias em que alguém não tentou ou morreu, pouco se fala do assunto. A mídia, um poderoso instrumento de educação e conscientização, também se omite sobre essa questão 'desgostosa'. 'Mas a nossa resposta não pode ser o silêncio. Nossas chances de chegar às pessoas que precisam de ajuda dependem da visibilidade', prossegue o médico".

Também nos últimos dias tenho dado uma 'espiada' na comunidade do orkut PGM (Perfil de Gente Morta). Numa dessas comunidades, é colocado o perfil da pessoa que morreu, bem como a causa de sua morte. Me assustou ver uma grande quantidade de pessoas que cometeram suicídio. A maioria dessas pessoas, como também traz a reportagem da revista, são adolescentes e jovens.
Passei a ler alguns recados de amigos para essas pessoas que tiraram a própria vida (acho estranho as pessoas ficarem enviando recados para quem já faleceu, pois não poderá mais ler nada. Mas as pessoas continuam mandando recados...). No perfil da maioria dessas pessoas, encontrei recados de amigos e familiares, pessoas que eram bem próximas. Estranho notar que na maioria desses perfis, havia recados que diziam mais ou menos assim: 'convivi contigo, éramos próximos... eras uma pessoa alegre... mas não conhecia tuas dores mais profundas... não entendi por que fizesses isso... por quê fez isso? pena que não te conheci o suficiente a ponto de te ajudar, a ponto de evitar que isso acontecesse...'
Lendo os recados, fiquei pensando: 'Que tipo de relacionamentos estamos construindo com as pessoas'?
Só pode ser que muitas pessoas tem relacionamentos vazios, de 'fachada'. Estranho ver que amigos, talvez os melhores amigos de algumas dessas pessoas que tiraram a própria vida, que talvez conviviam diariamente com a pessoa, não perceberam que a pessoa estaria vivendo de forma infeliz, a ponto de pensar em se matar.
Nossa resposta não pode ser o silêncio!
Fique atento à seus amigos. Preste atenção nas suas conversas. Tente perceber se teu amigo não está demonstrando sinais de que está pensando em atentar contra sua própria vida. Na maioria dos casos, o suicídio estava relacionado à casos de depressão. Fique atento a quem está com depressão. Muitas vezes isso pode começar com conversas do tipo: 'a vida perdeu a graça... perdeu o sentido... não encontro mais motivos para viver...' Essas conversas podem ser indício de que algo não está indo bem.
Desejo que possamos estar construindo relacionamentos verdadeiros. Que encontremos pessoas com as quais podemos desabafar, e falar de tudo o que se passa no nosso íntimo. Que possamos dar mais atenção às pessoas, não só fingir que estamos ouvindo, mas escutar com o coração. Que possamos investir tempo em relacionamentos sadios, em amizades verdadeiras!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

ESSA MERECE UM POST!

Bem, pra quem me conhece, sabe que desde agosto de 2008 venho fazendo autoescola (pelo que me lembro, na nova regra ortográfica auto-escola perde o hífen). Já havia reprovado três vezes no teste prático. Duas vezes reprovei na rua, e uma vez na baliza. Na última vez, quando reprovei na baliza, voltei do Detran de ônibus, e vim direto pro trabalho. Vim chorando no ônibus o caminho todo. Não consegui trabalhar aquele dia, pois chorei o dia todo de raiva. Me senti inútil, burra, por ter reprovado numa coisa tão boba. Fiquei frustrada, sem entender porque eu estava reprovando tantas vezes.
Hoje fui fazer o teste, pela 4ª vez. Fiquei nervosa, mais nervosa que nas outras vezes. Fiz uma aula antes do teste, e fui dirigindo até o Detran. No caminho, eu comecei a fazer algumas 'burradas', e minha instrutora ficava dizendo o tempo todo que eu estava afobada, nervosa demais, que assim eu não iria passar, que eu precisava me acalmar. Disse pra ela que era para ela parar de dizer que eu estava nervosa, que isso estava me irritando, e me deixando mais nervosa ainda. A vontade que eu tive foi de dar um tapa na instrutora, ou mandar calar a boca. Mas consegui manter a calma. Fui me acalmando.
Chegando no Detran, não quis falar muito com ninguém. Iríamos em três no mesmo carro fazer o teste.
Resolvi ser a primeira a fazer a baliza. Quase reprovei. Deixei o carro morrer uma vez, e errei a baliza na primeira tentativa. Mas aí respirei e disse pra mim mesma: "dessa vez eu preciso levar a carta pra casa". Fiz a baliza certo, e assim que passei da linha do limite da baliza, o tempo acabou! Se eu tivesse demorado mais alguns segundos não teria passado devido ao tempo. Fomos em duas pra rua, sendo que a garota que estava comigo saiu do Detran dirigindo.
Chegou a minha vez de dirigir. Mostrar o que eu sabia. O examinador pediu para dar algumas voltas, mas foram bem poucas. Logo pediu para estacionar o carro. Fui pro banco do carona achando que eu tinha reprovado novamente. Porém, chegando no Detran, antes que ele saiu do carro, ele disse: "as duas estão aprovadas"!
Quase não acreditei! Nem sabia como expressar minha alegria.
Falei com a instrutora que agora finalmente a autoescola está livre de mim! Adeus autoescola!

Quero agradecer, de coração, a todas as pessoas que estiveram orando por mim! Sei que muitos oraram e torceram para que eu passasse! Obrigada a todos! As orações me deram tranquilidade!
Glória seja dada a Deus!
Ihuuuuullllll!!!!! PASSEI!!!!! Finalmente, estarei com a carteira de habilitação na mão! YES!

I LOVE...

Hoje vou fazer a minha declaração de amor por vocês, leitores do meu blog:



I...
I lo...
I love...
I love yo...
I love yougurte de morango!
E vocês, também gostam de yougurte?


:D


Ok. É falta do que fazer mesmo. Afinal, acho que ninguém mais lê esse blog.
Pra quem lê, obrigada por acompanhar minhas 'viagens'!
Sejam sempre bem-vindos aqui!

terça-feira, 26 de maio de 2009

SAUDADE

Hoje tive uma surpresa bem agradável: meu irmão me telefonou! Não reconheci sua voz logo que atendi o telefone, pois ele não costuma telefonar para mim no horário de trabalho.

Percebi que é grande a saudade que estou sentindo dos meus irmãos... dos meus pais... Nos acostumamos a viver longe, e achamos que com o decorrer do tempo, vamos ficando insensíveis. Porém, percebo, cada vez mais, que ainda sinto saudades de quem mora longe. Essa saudade faz doer o peito. Faz com que eu me sinta vulnerável.

O que me alegra é que podemos nos ver algumas vezes durante o ano. Me alegra que em cada vez que nos vemos, a alegria do reencontro é enorme!

Hoje meu coração se apertou... deu vontade de estar perto da minha família. Pra poder abraçá-los, pra 'receber um colo'...

Saudade... já não sei se é a palavra certa para usar!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

SOBRE O "PAI NOSSO"



Ano passado tive que fazer um trabalho sobre a oração do Pai Nosso.
Hoje fiquei lembrando das reflexões que eu escrevi. Compartilho essas reflexões com vocês.

A oração do Pai Nosso tem a ver muito mais com o interior do que só com palavras. É necessário orar em espírito e em verdade.
A partir do Pai Nosso, eu posso saber quem eu sou. Sou criada a imagem de Deus, e pela fé, sou filha de Deus. Em Cristo, ganho a identidade de filha de Deus, filha do Rei.
O verdadeiro propósito da oração é a intimidade com Deus.
Deus é o modelo de Pai perfeito, é pai gerador e adotador. Se eu crio Deus à minha imagem, e não segundo a revelação, faço de Deus um ídolo segundo minha vontade, que caiba dentro do meu reino.
Deus não cabe em minha cabeça. Se coubesse, Ele deixaria de ser Deus. Ele cabe no coração.
É muito importante que pensemos no que estamos falando, quando oramos o Pai Nosso. De nada adianta eu orar o Pai Nosso, se não tomar atitude em relação à vida. Não adianta eu pedir para que Deus não me deixe cair em tentação, se eu ando em lugares ou faço coisas que me tentam. A oração deve ser seguida de ação. Temos que fazer também a nossa parte.
A oração do Pai Nosso me desafia a tomar algumas atitudes em determinadas situações, seguindo o exemplo de Jesus.
É fácil e natural responder com raiva, ódio e violência, mas Cristo era livre para amar e dizer: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo” (Lc 23. 34).
É fácil deixar abater-se pelas circunstâncias e viver triste. E Jesus sabe de tudo o que passamos: “Assim acontece com vocês: agora é hora de tristeza para vocês, mas eu os verei outra vez, e vocês se alegrarão, e ninguém lhes tirará essa alegria” (Jo 16. 22). E a alegria de Jesus se completa em saber que seus discípulos podem permanecer nEle (Jo 15. 11).
É muito fácil se deixar envolver por conflitos, intrigas, e conspirações. As ameaças do dia a dia nos levam a querer revidar. Mas, Jesus era livre para promover a paz, dizendo: “Guarde a espada! Pois todos os que empunham a espada, pela espada morrerão” (Mt 26. 52).
É fácil nos exasperarmos e nos impacientarmos diante das expectativas frustradas, dos planos que precisam ser adiados, das pessoas que são diferentes. Mas, Jesus, mesmo diante da urgência da doença e da morte era capaz de parar pacientemente entre a multidão que o exprimia e perguntar: “Quem tocou em mim?” (Lc 8. 45). Os discípulos, ainda imaturos nos frutos do Espírito já se impacientam: ‘mas como assim, quem te tocou?’
Agir com grosseria, gritar, falar mal e condenar também é algo muito fácil. Mas, só quem é livre pode agir com amabilidade e dizer: “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra” (Jo 8. 7).
É fácil fazer chacota de quem hoje procura ainda agir com bondade. Todos logo associam a bondade com ser trouxa. Só quem é livre pode oferecer a outra face e ao mesmo tempo desafiar os costumes, dizendo: “Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam” (Mt 19. 14).
É muito fácil se deixar seduzir por outra pessoa traindo nosso cônjuge, não resistir diante de ofertas tentadoras e trair os amigos, flertar com outras idéias religiosas e práticas que prometem retorno aparentemente melhor e mais imediato. Porém, Jesus sabia-se livre para orar em fidelidade a Deus: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres” (MT 26. 39).
É fácil lançar mão de bravatas, querer parecer forte, valente e intimidador, seja por palavras ou ações. Jesus, no entanto, era livre para deixar-se conduzir como ovelha ao matadouro.
É fácil ceder às tentações, cair nas ciladas do diabo, usar da desculpa de que a carne é fraca, justificar de alguma maneira a nossa falta de domínio próprio. Jesus usou a sua liberdade para, mesmo estando com muita fome, responder a satanás: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4. 4).

Ninguém chega a Deus sozinho.
A família é feita por aqueles que fazem a vontade de Deus.
Quando aprendemos a amar, aprendemos a ser santos. Amamos quando amados e seguros nas mãos de Deus.
Deus quer a salvação de todos, e que os salvos fiquem ligados a Ele, que amemos uns aos outros como irmãos.
Deus não nos dá o que merecemos, o castigo, mas nos dá o que não merecemos: a graça.
Quanto mais perdoamos, mais conseguimos crer no perdão de Deus. Perdoar os outros, pode ser humanamente impossível.
Deus quer dar o pão a todas as pessoas. Pão esse que é todo o necessário para nossa sobrevivência: a água, comida, vestimenta, amigos, família, lazer, trabalhos, etc.
Deus não quer nos dar o pão todo de uma só vez. Estar satisfeito pode ser mais perigoso do que ter fome e perguntar onde está o Deus da vida.
Deus nos oferece mais do seu amor quando vamos repartindo com o próximo.
Precisamos promover a paz, a justiça, oferecer perdão, amor, para que o reino seja viável já aqui.
Permanecer ligado a Deus, ajudando na salvação dos perdidos, amando aos outros como a nós mesmos. Ajudar para que não falte pão na mesa do próximo, distribuindo nosso pão, lutando pela igualdade.
Se de fato fizéssemos o que oramos, não haveria tanta diferença, tanta injustiça. Não adianta pregar justiça se não a vivenciamos. Assim ficamos com marcas de quem muito fala e pouco faz. A igreja cresce a cada dia, mas nem sempre tem sido bênção. Se fosse bênção, o mundo já seria diferente, não haveria tanta pobreza, morte e guerra.
Não adianta pedir sem nada fazer. É necessário agir, repartir. Se quisermos que Deus seja santo, devemos honrar seu nome, não fazendo sujeira dizendo ser em nome de Deus.
Precisamos fazer a vontade de Deus, amando, servindo e agindo. Ajudar para que todos tenham acesso a vida justa, digna de ser vivida.
Que possamos, como comunidade, como corpo de Cristo, permanecer Nele, anunciando e fazendo Sua vontade, até que Ele venha!

Que Deus nos cubra com Sua misericórdia e Sua graça! Que ao orarmos o Pai Nosso, não sejam apenas palavras vazias, repetidas, mas que sejam palavras que brotem do coração!